"Uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana." (Huizinga, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ed. Saão Paulo: Perspectiva, 2007)
De todos os brinquedos que a vida me deu, o que mais me cativou foi o de jogar com as palavras. O jogo se faz completo quando escrevo e alguém replica, quando replico o que escrevem... É na intenção de reunir jogadores e assistência, que meu blog é feito.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

comovida

Você me comove
com teus abraços que são laços,
espaços de esquecer o tempo
e deixar apenas o silêncio vibrar
sob o som do tambor
dentro de mim.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Versos ganhadores do I Concurso Cultural do Coletivo Caimbé

Pode-se considerar que o poema é uma "parceria" com o poeta catarinense Rubens da Cunha, autor do livro "Vertebrais", que ganhei ao vencer o concurso. Meus versos, que completaram o poema e deram-me o prêmio, compôem a ultima estrofe...

nada corroer
nesses dias
tímidos

a solidão
- animal inapto -
esquiva-se

e a lua
- do nudismo adepta -
exibe em prata a pele crua.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

à Su e Cida

surpreendida
pelo cansaço
tombou inerte
e cheia
da e de
vida.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

eu tenho tempo

sim, eu tenho tempo
de pensar em versos enquanto o universo parece ruir
sobre minha cabeça.

tenho tempo de correr pra outro lugar
tenho tempo de implodir
tenho tempo de ter tempo
pra rimar e sorrir.

sim, eu tenho tempo
enquanto estou viva
e vejo céu e terra e chão se movendo sobre e sob mim.

domingo, 11 de abril de 2010

de ganhar e perder...

Uma vaga para UERR e eu fiquei em segundo lugar... como meu Coringão, mais uma vez no quase...
Claro que não festejei, foi uma perda. Mesmo assim, rimos muito disso, eu, Vavá, Bernard e Bruno, nesse sábado.

Daí que agora recebo a notícia de que meus três versos foram considerados os melhores por um colega das palavras que vive no estado com nome de santa... não é que venci o concurso do Coletivo Caimbé???

Tudo vem confirmar a veracidade do que hoje, depois do almoço, Martha Medeiros me disse numa crônica chamada "o Brasil noite":
"A alegria é uma conquista, é até mais importante do que a felicidade. Mas alegria não é grito, não é aeróbica, não é pegadinha, não é pegação. Alegria é amar. É enfrentara dor sem perder a poesia. Alegria é caminhar, não correr. Dar umas paradas a fim de ganhar tempo. Viver sem culpa. Ter um pouco de noite no seu dia. E muito dia no seu sono".
Reflito que não posso duvidar do que me dizem os concursos em que me meti até agora:
sou melhor poeta do que historiadora...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

sabe desse concurso?

Tá rolando o I Concurso Cultural do Coletivo Caimbé,
entre no blog deles e complete o poema...
Eu já fiz minha parte e devo dizer que adorei esse formato de concurso, gente criativa é outra coisa!
Estou até cotejando a possibilidade de fazer algo parecido aqui,
mas só quando terminar o concurso pra professor da UERR
e eu conseguir pensar em outra coisa.
Então aproveita e passa lá na página do Coletivo!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

lá vou eu de novo...

Deixar-se avaliar é dolorido. Concorrer com pessoas bacanas é desconfortável. Sentir-se injustiçado é uma das piores coisas na vida.
Por tudo isso, tive medo.
Resisti o quanto pude.
Depois de alguns concursos em que tomei cacetadas inesperadas, pensei em deixar pra lá.
Mas a vida é de viés... e lá vou eu.
A vaga da vez é na UERR, Campus Boa Vista.
E eu que só tenho trabalho e nenhum emprego (sabe como é, com garantias trabalhistas que existem desde a primeira metade do século passado?) me arrisco de novo.
Seja o que Deus - e a banca - quiser.